Petrobras adquire participação adicional nos campos de Cascade e Chinook no setor americano do Golfo do México

Publicado em: 15/08/2006 00:00:00

A Petrobras America Inc., subsidiária integral da Petrobras sediada em Houston, nos Estados Unidos, anunciou a aquisição de participação adicional de 25% no campo de Cascade, e de 26,67% no campo de Chinook, da BHP Billiton, ambos situadas no setor norte-americano do Golfo do México (GoM). A Petrobras também decidiu adquirir até a totalidade dos 15% da participação que a Hess detém no campo de Chinook. Após a conclusão destas duas transações, a companhia passará a deter 50% de participação em Cascade e até 71,67% em Chinook. A Petrobras será a operadora no desenvolvimento dos dois campos. As participações restantes em Cascade e Chinook permanecerão com a Devon e com a Total, respectivamente. 
 
Cascade e Chinook ficam situados no quadrante denominado Walker Ridge do GoM, em profundidades de água que variam de 2.100m a 2.750m. As duas acumulações apresentaram significativas zonas de interesse com petróleo, em reservatórios do Paleogeno, nas profundidades de cerca de 8.300 metros. Em Cascade, foram perfurados poços adicionais que confirmaram a extensão dos reservatórios com petróleo. Em Chinook, está sendo planejada uma avaliação neste mesmo sentido para futuro próximo. 
 
Desafios tecnológicos
 
Considerando os desafios tecnológicos e operacionais aos quais estes desenvolvimentos estão sujeitos, a Petrobras pretende instalar um sistema de produção em fases, que possibilite a antecipação do primeiro óleo para 2009. Inicialmente, dois poços em Cascade e pelo menos um em Chinook serão completados com a utilização de um Sistema de Produção, Armazenamento e Bombeamento flutuante (FPSO). Para a fase seguinte, serão projetados poços e instalações adicionais, em conformidade com os resultados obtidos na fase inicial.
 
O desenvolvimento de Cascade e Chinook é de enorme importância para a Indústria do Petróleo no Golfo do México. Além de produzir petróleo de reservatórios paleogênicos nunca antes desenvolvidos nessa profundidade de água, será utilizado um conceito de desenvolvimento baseado em uma unidade de produção do tipo FPSO, o que será uma novidade nas águas americanas do Golfo do México, embora esta tecnologia seja muito familiar para a Petrobras em suas operações offshore no Brasil.
 
Agressividade exploratória
 
Além destes dois projetos de desenvolvimento, a Petrobras vem administrando uma campanha de exploração bastante agressiva naquela área, que inclui a aquisição de blocos exploratórios adicionais e participações em poços que estão sendo perfurados, ou estão planejados para serem perfurados em futuro próximo. Inclui, também, áreas promissoras para gás em horizontes profundos, nos blocos denominados Garden Banks e Corpus Christi, e em concessões situadas em águas ultra-profundas do Golfo.
 
Para executar o seu programa de investimentos a Petrobras contratou, recentemente, uma sonda de perfuração com capacidade para operar em profundidades de água superiores a 3.000 metros e está em negociação para uma outra sonda. Ambas as serão alocadas às operações da companhia no Golfo do México.
 
A Petrobras também é a operadora de um campo de gás denominado Cottonwood, situado no bloco Garden Banks, onde é detentora de 80% de participação. O projeto de produção consiste na completação submarina dos poços e suas interligações às infra-estruturas de produção disponíveis em águas mais rasas, com início de produção previsto para o início de 2007.
 
Projetos desafiadores

Com as aquisições e a operação do desenvolvimento de Cascade e Chinook, projetos tecnologicamente muito desafiadores, a Petrobras consolida a sua posição como um dos principais atores nas águas profundas do Golfo de México, beneficiando-se da sua reconhecida tecnologia de operação em águas profundas, que foram desenvolvidas e consolidadas em águas brasileiras.

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