Petrobras atinge meta de dívida bruta com mais de um ano de antecedência

Publicado em: 28/10/2021 19:01:06

FOTO BRAM TITAN

EBITDA ajustado recorrente de US$ 12,2 bilhões e forte geração de caixa operacional de US$ 10,5 bilhões também são destaques do resultado financeiro do terceiro trimestre
 
A Petrobras diminuiu sua dívida bruta, no terceiro trimestre de 2021, para o valor de US$ 59,6 bilhões. Com o resultado, a companhia atinge, com mais de um ano de antecedência, a meta de US$ 60 bilhões, prevista para o final de 2022.
 
“O cumprimento desta meta, antes mesmo do prazo acordado, mostra o compromisso da companhia com uma gestão técnica e equilibrada. A dívida da Petrobras chegou a mais de US$ 130 bilhões em 2014, valor que era de cerca de US$ 160 bilhões, se levarmos em conta também os afretamentos que passaram a ser considerados como dívida a partir de 2019 com a adoção do IFRS 16.  Para muitos, essa dívida parecia impagável e hoje, finalmente, chega a um patamar mais saudável. Todos que fazem parte desta empresa têm contribuído para isso e são responsáveis por esta redução de mais de US$ 100 bilhões em pouco mais de sete anos”, afirma Rodrigo Araujo, Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.
 
No resultado financeiro do terceiro trimestre de 2021, a Petrobras obteve lucro líquido recorrente de US$ 3,3 bilhões. Entre os destaques, estão a geração de caixa operacional e o fluxo de caixa livre, totalizando US$ 10,5 bilhões e US$ 9 bilhões, respectivamente, e EBITDA ajustado recorrente de US$ 12,2 bilhões.
 
Outros destaques do resultado são o recebimento de US$ 2,9 bilhões dos parceiros no acordo de coparticipação de Búzios e a entrada em caixa de US$ 2,2 bilhões decorrentes da oferta pública da Petrobras Distribuidora, realizada em julho.

O sólido desempenho financeiro do trimestre foi resultado da boa performance operacional. A produção média de óleo, líquido de gás natural (LGN) e gás natural da Petrobras alcançou 2,83 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no período, um aumento de 1,2% em relação ao trimestre anterior, mesmo em um cenário ainda de restrições em função da pandemia da COVID-19. O pré-sal atingiu 71% da produção, com destaque para a entrada em operação do FPSO Carioca (campo de Sépia) e para o atingimento do topo de produção do FPSO P-70 (campo de Atapu).
 
As vendas de derivados no trimestre alcançaram volumes de 1,9 milhão de barris por dia (bpd), 10,7% maiores do que no trimestre anterior, com aumento na comercialização de todos os produtos. A produção de derivados nas refinarias também subiu 11% no mesmo período devido à maior demanda do mercado interno e maior disponibilidade das unidades de refino. Na comparação do segundo e do terceiro trimestre, o fator de utilização das refinarias aumentou de 75% para 85% e, em outubro, chegou a alcançar 90%.
 
Em 5 de outubro, a Petrobras concluiu com sucesso a parada programada da Rota 1 do pré-sal da Bacia de Santos. Foram adotadas diversas ações para mitigar os impactos associados à redução da oferta de gás, como a ampliação da capacidade do Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara de 20 milhões para 30 milhões de m³/dia e o aumento do volume de GNL regaseificado, que alcançou uma média de 30 milhões de m³/dia no terceiro trimestre, crescimento de 66,7% em relação ao trimestre anterior.
 
A Petrobras segue empenhando todos os esforços para maximizar a oferta de gás. Como resultado, no terceiro trimestre, a geração de energia elétrica foi de 3.977 MW médios, um aumento de 20,6% em relação ao trimestre anterior.

“Continuaremos atuando com disciplina de capital, investindo em ativos resilientes e com taxas de retorno adequadas, com foco na geração de valor para a sociedade. O resultado desse trabalho é o lucro, mas é bom enfatizar que a Petrobras não persegue o lucro pelo lucro. Nosso objetivo é retornar valor para nossos acionistas e para a sociedade, através de impostos, dividendos, criação de empregos e investimentos, que dentro do contexto da transição energética, devem ser acelerados, principalmente o desenvolvimento no pré-sal”, destaca Joaquim Silva e Luna.

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