OGCI publica meta para redução de carbono com participação da Petrobras

Publicado em: 16/07/2020 09:37:13

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A Oil and Gas Climate Initiative (OGCI – Iniciativa Climática para Óleo e Gás, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira (16/7) uma meta para redução da intensidade de carbono coletiva das operações de upstream das companhias integrantes. A meta é atingir o desempenho de 20 kg a 21 kg de CO2 para cada barril de óleo equivalente comercializado até 2025, a partir de uma linha de base coletiva de 23 CO2e/boe em 2017. 

A decisão está em linha com as necessidades de redução previstas pelas empresas do setor no Acordo de Paris. A redução esperada é de 36 a 52 milhões de toneladas de CO2 por ano, equivalentes às emissões por consumo de energia de 4 a 6 milhões de residências.

A Petrobras integra a OGCI desde janeiro de 2018. A companhia assumiu o compromisso de crescimento zero das emissões absolutas operacionais nos próximos anos. Na última década, as ações relacionadas à intensidade de carbono nas atividades de exploração e produção propiciaram um aumento de cerca de 40% da produção de óleo e gás da Petrobras sem que fossem aumentadas as emissões absolutas nesta área.

A Petrobras melhorou sua intensidade de carbono nas operações de Exploração e Produção em 42% na última década (2009 a 2019), atingindo uma das melhores intensidades entre produtores de petróleo e gás, com o compromisso de reduzir mais 13% até 2025.

Confira a íntegra do comunicado:

OGCI estabelece meta para intensidade de carbono

•  É um passo adiante no apoio do Acordo de Paris pelas empresas liderando a resposta à mudança climática pela indústria de petróleo e gás.  

•  As empresas-membro da OGCI estabeleceram um alvo para reduzir até 2025 a intensidade coletiva média de carbono de suas operações agregadas de gás e petróleo upstream.

A Oil and Gas Climate Initiative (OGCI) anunciou hoje uma meta de reduzir a intensidade coletiva média das operações agregadas de gás e petróleo upstream de entre 20 kg e 21 kg COE2e/boe a partir de uma linha de base coletiva de 23 CO2e/boe em 2017.

A faixa é consistente com a redução necessária por toda a indústria de petróleo gás até 2025 em apoio das metas do Acordo de Paris1. A meta representa uma redução entre 36 e 52 milhões de toneladas de CO2e por ano até 2025 (assumindo níveis constantes da produção comercializada de petróleo e gás), equivalente às emissões de CO2 pelo uso de energia entre 4 e 6 bilhões de casas.2

A OGCI deseja desempenhar um papel ativo em acelerar e moldar o rumo global para reduzir as emissões líquidas a zero através de ações coletivas e práticas. Esta meta de intensidade de carbono é um passo prático e atingível a um prazo próximo para as companhias-membro para continuar a expansão de suas contribuições à transição para uma economia de baixo carbono.

A meta cobre tanto emissões de metano quanto dióxido de carbono das operações de exploração upstream de gás e petróleo quanto atividades produtivas das companhias-membro da OGCI, bem como emissões de importes associados de eletricidade e vapor. A OGCI trabalhará em ações específicas quanto a emissões de gás natural liquificado (LNG) e gases-para-líquidos (GTL) para levar adiante suas ambições coletivas. A intensidade de carbono é calculada como uma parte da produção comercializada de gás e petróleo.

Em uma declaração conjunta, os CEOs das companhias-membro da OGCI disseram: “Encorajados pelo progresso que fizemos rumo à nossa meta de intensidade de metano, nos reunimos para reduzir até 2025 a intensidade de carbono média de nossas emissões agregadas de petróleo upstream e gás. Juntos estamos aumentando a velocidade, a escala e o impacto de nossas ações para fazer frente à mudança climática, enquanto o mundo aguarda um índice zero de emissões líquidas o quanto antes.”

Para contribuir para a redução de sua intensidade coletiva média de carbono, as companhias-membro da OGCI estão implementando uma série de medidas em suas próprias operações, incluindo a melhora da eficiência energética, redução de emissões de metano, minimização do flaring, eletrificação das operações através do uso de eletricidade renovável onde for possível, co-geração de eletricidade e calor útil e aplicação da captura, utilização e armazenamento de carbono.

A intensidade coletiva de carbono de OGCI será relatada em uma base anual consistente com a metodologia de relatórios públicos e suposições3, com dados revisados pela EY, como uma parte terceira independente. Ainda que as emissões de metano tenham sido incluídas na meta de intensidade de carbono, representando cerca de um quarto da melhora, a OGCI continuará relatando em separado o progresso na redução da intensidade de metano.

SOBRE A OIL AND GAS CLIMATE INITIATIVE:

A Oil and Gas Climate Initiative é um consórcio liderado por CEOs que pretende acelerar a resposta da indústria à mudança global. As companhias-membro da OGCI apoiam explicitamente o Acordo de Paris e suas metas. Como líderes da indústria, responsáveis por mais de 30% da produção operada globalmente de gás e petróleo, desejamos desempenhar um papel ativo para moldar o rumo global ao índice de zero emissões líquidas. Fazemos isso convocando as forças coletivas da OGCI melhorando continuamente e nos edificando sobre boas práticas corporativas internacionais para reduzir as emissões de gases-estufa e acelerar a transição para um futuro de baixo carbono.

Nossos membros investem coletivamente mais de $7 bilhões cada ano em soluções de baixo carbono. O OGCI Climate Investments, nosso fundo de mais de $1 bilhão, investe em soluções para descarbonizar setores como gás e petróleo, indústria e transporte comercial. A OGCI inclui BP, Chevron, CNPC, Eni, Equinor, ExxonMobil, Occidental, Petrobras, Repsol, Saudi Aramco, Shell e Total.

1Extrapolado no mesmo perímetro dos dados do IPCC AR4 e da Agência Internacional de Energia (World Economic Outlook 2018 and 2019 editions and the IEA special report The Oil and Gas Industry in Energy Transitions, 2020).

2 Dados baseados no uso de energia dos EUA.

3 Ver OGCI Reporting Framework

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