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Conheça ações de proteção à fauna de projetos do Programa Petrobras Socioambiental

Publicado em: 12/11/2019 09:29:15

Em articulação com órgãos públicos, nossos projetos vêm atuando no monitoramento e recuperação de animais em locais atingidos pelo óleo

Desde setembro, resíduos de óleo já atingiram mais de 200 localidades do Nordeste e, projetos que integram o Programa Petrobras Socioambiental vêm se mobilizando em diversas ações de proteção aos animais marinhos. O apoio dos técnicos e voluntários de projetos ambientais voltados à conservação da biodiversidade marinha tem sido fundamental, tanto para monitorar as localidades afetadas quanto para atender animais atingidos. Conheça algumas das ações de proteção à fauna dos nossos projetos patrocinados.

Viva o Peixe-Boi Marinho

Na Paraíba, primeiro estado atingido pelo óleo, a equipe do Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho (PVPBM), da Fundação Mamíferos Aquáticos, tem monitorado seis animais, assim como a região onde eles vivem:  no estuário da Barra do Rio Mamanguape, na região de Cabedelo e no Recinto de Readaptação em Ambiente Natural, na Barra do Rio Mamanguape. O monitoramento também é realizado no litoral sul de Sergipe e norte da Bahia. Até o momento, o impacto é considerado reduzido. O projeto trabalha com a possibilidade de conduzir os animais para locais seguros, caso esses locais sejam afetados pelo óleo.

Em Sergipe, a Fundação Mamíferos Aquáticos, parceira do PVPBM, concentra o atendimento aos animais atingidos pelo óleo. A fundação conta com um Centro de Reabilitação equipado, a partir do apoio da Petrobras, para realizar todo o processo de limpeza de todos os animais atingidos em Sergipe, além de demandas de Alagoas e parte da Bahia. A fundação tem atendido não só mamíferos, como também tartarugas e aves resgatadas.

Manati

No Ceará, o projeto Manati, voltado para a proteção de diferentes mamíferos marinhos e outros animais, vem atuando no resgate e atendimento de diferentes espécies em seu Centro de Reabilitação de Mamíferos Marinhos. No local, os técnicos do projeto realizam a desintoxicação e a estabilização dos animais encontrados – não só mamíferos, com o aval dos órgãos de licenciamento competentes. O projeto, além disso, segue monitorando as praias do estado, documentando o que é encontrado e informando às autoridades. Todo o trabalho com o envolvimento da equipe e mais 15 voluntários.

Tamar

As equipes do projeto Tamar reforçaram o monitoramento para garantir que os filhotes eclodidos em ninhos da região não ficassem presos nas manchas de óleo e os que nasceram nas áreas mais impactadas foram retidos e soltos em locais seguros. No total, foram retidos mais de 2.000 filhotes no Sergipe e 1.200 na Bahia para posterior reintegração ao habitat marinho. Dois filhotes oleados encontrados vivos foram reabilitados e liberados. Na temporada reprodutiva do ciclo 2018/2019 foram registrados cerca de 20 mil ninhos e 1 milhão de filhotes nos estados de Sergipe e Bahia. Felizmente, até o momento, não há impacto populacional significativo, segundo informação da Fundação Pró-Tamar, responsável pelo projeto.

Meros do Brasil


Nos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia, o projeto Meros do Brasil tem participado de coletas de pequenos animais marinhos de diferentes espécies para investigar possíveis impactos à fauna de ambientes como recifes, estuários e praias arenosas; ecossistemas sensíveis ao óleo e vitais para centenas de espécies, seja como berçários ou como áreas de alimentação e descanso.

Em Pernambuco, na foz do rio Formoso, estão sendo coletados moluscos e encaminhados para análise na Universidade Federal do Rio Grande (UFRG/RS). O projeto participou da criação de um grupo de monitoramento e risco de poluição ambiental no município de Tamandaré.

Em Alagoas, a equipe do projeto foi a campo para monitorar os manguezais da foz do rio São Francisco em busca de possível presença de óleo. Os técnicos também realizaram mergulhos para inspeção dos recifes de coral do Baixio de Don Rodriguez e coleta de sedimento no povoado de Barreiras, no município de Coruripe. Foram realizados mergulhos para coleta de sedimento nas piscinas naturais do Pontal do Peba em Piaçabuçu, no município de Feliz Deserto, e para remoção de óleo, nas piscinas naturais do Pontal do Peba.

Coral Vivo

Na Bahia, na região de Abrolhos, no sul do estado, foi criado o grupo SOS MangueMar de Abrolhos, com a participação do Meros do Brasil. A equipe do projeto vem compilando, em parceria com instituições de três municípios da região, as informações necessárias para a criação de um comunicado padrão único com informações de ações preventivas e medidas necessárias caso sejam localizados animais oleados. Na mesma região, cientistas do projeto Coral Vivo vêm coletando amostras de corais para estudar os impactos do óleo nesses animais e, se atingidos, a melhor forma para recuperá-los. Pesquisadores do Coral Vivo de Pernambuco desenvolveram o biogel, um composto biodegradável elaborado para retirar de forma segura o óleo de animas atingidos.

De Olho na Água

No Ceará, o projeto de Olho na Água, ao encontrar plantas ou animais contaminados pelo óleo, tem buscado identificar imediatamente qual é a espécie. A medida é indispensável para avaliar o quão sensível ela é ao óleo. A equipe identificou na praia de Barreiras, em Icapuí, litoral leste do Ceará, peixes e caravelas com óleo. O procedimento, nesses casos, assim como para animais maiores, é comunicar o fato aos parceiros especializados, como a Fundação Aquasis (responsável pelo projeto Manati) e Projeto Cetáceos da Costa Branca, que faz parte do Programa Petrobras Socioambiental.

Ponta de Pirangi

O projeto Ponta de Pirangi, voltado para a conservação ambiental dos recifes costeiros de Pirangi e da região litorânea de Nísia Floresta e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, vem atuando em articulação com projetos e instituições ligadas à conservação de tartarugas marinhas. A instituição vem apoiando o encaminhamento de animais encalhados e a articulação com veterinários para recebê-los. O projeto preparou também uma publicação para conscientizar a população sobre as medidas corretas ao se encontrar animais oleados. Na avaliação da coordenação do projeto, não é possível ainda estimar o impacto nas populações de tartarugas marinhas no Rio Grande do Norte nesse início de temporada reprodutiva, pois as ações de proteção e recuperação estão em andamento.



Projeto reuniu comunidade na praia de Pirangi do Norte, dia 30/10, para a soltura de 94 filhotes de tartarugas em local seguro. Para eles, essa primeira soltura da temporada 2019/2020 simboliza o trabalho e a esperança de conservação da biodiversidade.

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