Termelétrica da Petrobras na Bahia recebe o nome de Celso Furtado (áudio)

Publicado em: 09/02/2007 09:19:48

A Petrobras realizou nesta sexta-feira, dia 9 de fevereiro, em Mataripe, município de São Francisco do Conde, na Bahia, o descerramento de placa na Usina Termelétrica Termobahia que recebeu o nome de Usina Termelétrica Celso Furtado. A unidade localiza-se ao lado da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e tem capacidade instalada de 260 MW e 400 toneladas/hora de vapor operando em ciclo combinado (cogeração - processo no qual os gases gerados pela turbina a gás são reaproveitados na produção de vapor ou energia elétrica). Participaram da cerimônia o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo e o diretor da área de Gás e Energia, Ildo Sauer.
 
A Usina Termelétrica Celso Furtado é uma das 13 termelétricas que compõem o parque gerador da Petrobras. O vapor proveniente da termelétrica é usado na RLAM reduzindo o consumo de combustível para produzir o seu próprio vapor, fato que contribui também para reduzir as emissões atmosféricas. Além de suprir a Refinaria com vapor, aumentando sua confiabilidade, a termelétrica também fornecerá energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
 
A unidade entrou em operação comercial no início de 2004 e possui sistemas de monitoramento e controle de emissões de última geração. O gás natural utilizado na usina vem dos poços da Petrobras da região, que teve sua produção consideravelmente aumentada com a entrada em operação do campo de Manati, na Baía de Camamu. A médio prazo, a usina também se beneficiará com a implantação do sistema de gasodutos que integrará o país, como o Gasene (Gasoduto Sudeste-Nordeste), que possibilitará o recebimento do gás proveniente das bacias de Campos, Vitória e Santos.
 
A Termelétrica oferece, assim, segurança estratégica de fornecimento de energia e vapor. O aumento da disponibilidade de energia elétrica é fator essencial também para estimular a implantação de novos empreendimentos, principalmente na região Nordeste.
 
 
Celso Furtado
 
"É velho lugar-comum, muitas vezes esquecido, afirmar que a economia existe para o homem, não o homem para a economia. Sempre pensei como cidadão de meu país e membro da humanidade, logo, como político. Se procurei estudar economia foi na busca de instrumentos que pudessem ajudar a organizar o mundo, e organizar o mundo é construir a justiça".
 
É imprescindível destacar o papel de Celso Furtado na história da economia brasileira dos últimos cinqüenta anos. Seu livro clássico Formação Econômica do Brasil comparece em todas as listas da melhor produção científica nacional das ciências humanas neste século. O conhecimento deste grande intelectual não ficou dentro do Brasil, ou mesmo da América Latina: suas obras estão traduzidas em pelo menos quinze dos principais idiomas do mundo, faladas por mais de 50% da população mundial.
 
Celso Monteiro Furtado nasceu em 26 de julho de 1920, em Pombal, no sertão paraibano, filho de Maria Alice Monteiro Furtado e Maurício de Medeiros Furtado. Mudou para a cidade do Rio de Janeiro no ano de 1939. Sua vida profissional foi intensa: foi jornalista aos 19 anos, funcionário público aos 23, advogado aos 24, doutor em economia aos 28; foi segundo tenente da FEB aos 24, pioneiro da Cepal aos 29, criador e superintendente da Sudene aos 39, ministro do Planejamento aos 42; foi professor de grandes universidades na Europa e nos Estados Unidos, embaixador e ministro da Cultura.
 
Com o golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados por dez anos. Exilado, mudou-se para o Chile e, mais tarde, para os Estados Unidos, onde foi pesquisador na Universidade de Yale. Fez conferências e participou de inúmeros congressos sobre a problemática do Terceiro Mundo, além de atuar como professor em universidades dentro e fora do País. Só a partir de 1979 (quando foi votada a Lei da Anistia) retornou com freqüência ao Brasil, retomando a vida política. Nesta época foi eleito membro do Diretório Nacional do PMDB e casou-se com a jornalista Rosa Freire d'Aguiar.
 
O economista Celso Furtado não se considerava "homem de letras", mas homem de pensamento. Foi Doutor Honoris Causa das universidades Técnica de Lisboa, Estadual de Campinas-UNICAMP, Federal de Brasília, Federal do Rio Grande do Sul, Federal da Paraíba e da Université Pierre Mendès-France, de Grenoble, França. Em agosto de 1997 foi eleito para a cadeira n. 11 da Academia Brasileira de Letras. Celso Furtado faleceu em 20 de novembro de 2004, aos 84 anos, no Rio de Janeiro.

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