Petrobras e Fundação Banco do Brasil investem em projeto social na Amazônia

Publicado em: 08/11/2006 00:00:00

FOTO DIVULGAÇÃO PETROBRAS

Petrobras e Fundação Banco do Brasil vão investir mais de R$ 2 milhões no Projeto Certificação Socioparticipativa, do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA). O projeto, que foi lançado nesta quarta-feira, em Brasília, prevê, em 15 meses, a organização do processo extrativista da região nas cadeias produtivas do açaí, castanha, azeite de babaçu, óleo de andiroba e artesanato extrativista, feito com fibras e sementes naturais.

Compareceram ao evento a secretária de Coordenação da Amazônia do MMA, Muriel Saragoussi, e o presidente do FSC-Brasil, Rubens Gomes.   
 
Detalhes do projeto
 
A meta é promover a inclusão social direta de 320 famílias de produtores do Amazonas, Acre, Rondônia, Pará, Amapá e Maranhão. A expectativa é que a dinamização da cadeia produtiva e a certificação dos produtos resultem num incremento da renda da população envolvida em cerca de 30%.  

O projeto inclui, também, a utilização do Selo de Certificação Socioparticipativa. Sua finalidade será atestar a origem ambientalmente sustentável, socialmente justa e culturalmente relevante de produtos resultantes da produção familiar agroextrativista na Amazônia Legal. Através da identificação de produtos com o Selo, o projeto buscará agregar valor a este tipo de produção. E, com isso, garantir a inclusão social das populações tradicionais da região - os chamados povos da floresta -, adequando o agroextrativismo familiar ao crescente mercado de produtos orgânicos.

Histórico

O projeto foi proposto pelo GTA, no contexto da Rede de Tecnologia Social (RTS), cooperação que também conta com a parceria da Petrobras, da Fundação Banco do Brasil e do governo federal. A proposta de trabalho para o projeto consiste na montagem de uma Rede de Certificação Socioambiental, inicialmente abrangendo oito dos 18 coletivos regionais da Rede GTA. O projeto prevê o beneficiamento de 40 famílias em cada regional envolvida, utilizando uma metodologia participativa de certificação, que já funciona com sucesso em outros lugares do país, como a ACS, no Acre e Rondônia, e a Ecovida, no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) foi fundado em 1992, reúne hoje 602 entidades filiadas, está estruturado em nove estados da Amazônia Legal e é dividido em 18 coletivos regionais. Fazem parte da Rede GTA organizações não governamentais (ONGs) e movimentos sociais que representam seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco babaçu, pescadores artesanais, ribeirinhos, comunidades indígenas, agricultores familiares, quilombolas, mulheres, jovens, rádios comunitárias, organizações de assessoria técnica, de direitos humanos e de meio ambiente.
 
 

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