Lula vistoria obras das plataformas P-51 e P-52

Publicado em: 03/08/2006 00:00:00

Primeira plataforma semi-submersível a ser construída integralmente no País, a P-51 foi vistoriada hoje pela manhã pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Acompanhado pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, o Presidente Lula visitou ainda o local onde ocorre a etapa final de montagem da P-52, que começará a produzir no início do próximo ano. As duas plataformas estão sendo concluídas no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis.
 
Durante a visita, o Presidente da República recebeu dos engenheiros da Petrobras, responsáveis pelas obras, abrangente relatório sobre o andamento da construção das plataformas - e detalhes sobre as duas unidades. Com o cronograma de construção em dia, as plataformas terão, cada uma, capacidade para produzir até 180 mil barris diários de petróleo. A P-51 será ancorada no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, e deve entrar em produção em fevereiro de 2008. A P-52 tem previsão de primeiro óleo para o início de 2007, no campo de Roncador, também na Bacia de Campos.
 
Índice de nacionalização supera expectativas
 
Segundo relatório apresentado ao Presidente Lula, os índices de nacionalização inicialmente previstos para as obras P-51 e da P-52 estão sendo largamente superados ao longo da execução dos projetos, o que demonstra a boa resposta da indústria nacional ao desafio proposto pela atual administração da Petrobras.
 
No caso da P-51, previa-se 60% de nacionalização para a construção e montagem, índice que deve atingir 69%; os 75% para fornecimento de módulos de geração de energia (exceto turbogeradores) devem chegar a 89%; e o índice de 75% previsto para fornecimento de módulo de compressão de gás (exceto motocompressores) é agora projetado para 85%.
 
Na obra da P-52, os índices também são surpreendentes. Os 60% de nacionalização previstos para a construção e montagem do topside chegarão a 75%; os 75% relativos aos módulos de geração de energia (exceto turbogeradores)  atingirão 84%; e os 75% inicialmente definidos para o módulo de compressão de gás (exceto motocompressores) atingirão 91%.
 
P-51: genuinamente brasileira
 
A plataforma P-51 foi a primeira semi-submersível (unidade flutuante de produção) a ser construída integralmente no Brasil. Com investimento total de US$ 813 milhões, esta obra deverá gerar, no momento de pico, aproximadamente 4.800 empregos diretos e 14.400 indiretos.
 
Em fase de montagem do casco e dos módulos de compressão e geração, a P-51 teve seu contrato assinado em maio de 2004.Em junho de 2005, a obra chegou a um importante marco, com o término da construção do primeiro bloco da parte inferior do casco (pontoon), que ficará totalmente submerso quando a plataforma estiver operando. Este bloco tem 8,9m de comprimento, 17,5m de largura, 12m de altura e pesa 216 toneladas.
 
O casco envolve a construção de 16 blocos de pontoon e 12 blocos de colunas. Esses blocos estão em fase final de construção e serão montados e integrados aos outros componentes no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis.
 
P-52 está quase pronta
 
A plataforma P-52, também uma unidade semi-submersível, teve apenas o casco encomendado no exterior, vindo de Cingapura em março deste ano. O topside, financiado pelo BNDES, foi construído no Brasil. A obra, em fase final de montagem, com os módulos de geração e de compressão já concluídos, totalizou investimentos superiores a US$ 1 bilhão, e foi responsável pela criação de aproximadamente 4.300 empregos diretos e 12,9 mil indiretos no Brasil.
 
No dia 10 de junho deste ano foi concluída a etapa mais delicada da construção da P-52: a junção do convés e módulos (topside) ao casco da plataforma, operação realizada na Baía de Angra dos Reis. A fase mais desafiadora desse empreendimento, denominada Deck Mating, foi a primeira do gênero realizada no Brasil e, pela complexidade, poucas vezes feita no mundo. Essa operação foi concluída com sucesso em 24 horas, comprovando a capacitação da engenharia naval brasileira e a tecnologia da Petrobras para projetos de produção em águas profundas.
 
O contrato de construção da P-52 foi assinado em dezembro de 2003, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A construção dos módulos foi distribuída por diversos canteiros na cidade do Rio de Janeiro, em Angra dos Reis e em Niterói. O módulo de acomodações, em estrutura de alumínio, e a base do convés, que acomoda todos os módulos, foram construídos no estaleiro da Brasfels, em Angra dos Reis.
 
Informações técnicas:
 
Plataforma P-51
 
- Investimento total: US$ 813 milhões
 
- Geração de empregos durante a obra:   4.800 diretos e 14.400 indiretos
 
- Previsão de primeiro óleo: fevereiro de 2008
 
- Capacidade de produção: 180 mil barris de óleo e 6 milhões metros cúbicos de gás/dia
 
- Campo: Marlim Sul, na Bacia de Campos
 
- Profundidade d'água no local de ancoragem: 1.225 metros
 
- Contratos:
Consórcio Keppel-Fels/Technip (construção, montagem e integração)
Rolls-Royce (fornecimento de dois módulos de geração de energia)
Nuovo Pignone (fornecimento de módulo de compressão de gás)
 
Plataforma P-52
 
- Investimento total: US$ 1,032 bilhão
 
- Geração de empregos durante a obra: 4.300 diretos e 12.900 indiretos
 
- Previsão de primeiro óleo: início de 2007
 
- Capacidade de produção:180 mil barris de óleo e 7,5 milhões metros cúbicos de gás/dia
 
- Campo: Roncador, na Bacia de Campos
 
- Profundidade d'água no local de ancoragem: 1.795 metros
 
- Contratos:
Consórcio Keppel-Fels/Technip (construção, montagem e integração)
Rolls-Royce (fornecimento de dois módulos de geração de energia)
Nuovo Pignone (fornecimento de módulo de compressão de gás)

Leia a entrevista do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião da visita às obras das plataformas P-51 e P-52, em Angra dos Reis (Transcrição feita pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República).

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