XII Rio International Cello Encounter

Publicado em: 31/07/2006 00:00:00

FOTO DIVULGAÇÃO PETROBRAS

Há doze anos, na agradável temporada de inverno carioca, importantes músicos eruditos saem dos mais diversos países do mundo como a Coréia, Rússia, Israel, Eslovênia, Bulgária, Grécia, EUA, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Irlanda, França, México, Argentina, entre outros, e chegam ao Rio para um alegre encontro musical de duas ou três semanas, realizado pela O-Music, com apoio do SESC Rio de Janeiro, do Copacabana Palace Hotel e com o patrocínio da Petrobras.

O que os atrai para a cidade maravilhosa é o Festival Internacional de Violoncelos, conhecido no exterior como Rio International Cello Encounter que, este ano, completa 12 edições como o maior festival de violoncelos do mundo e o maior festival de música clássica do Brasil em número de apresentações, duração, participantes e público. E o que é melhor: de graça.

De 7 a 26 de agosto, o XII Rio Festival Internacional de Violoncelos vai homenagear Mozart (250 anos de nascimento), Schumann (150 anos de morte), Shostakovich (100 anos de nascimento) e o brasileiro Radamés Gnatalli (100 anos de nascimento), nas mais conhecidas salas de concerto da cidade: Sala Cecília Meireles, Teatro Marlice Margarida de Queimados, Espaço Sesc Copacabana, Sala de Sessões do Centro Cultural Justiça Federal, Candelária, Igreja da Penha e a Quadra da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis.
 
O XII RICE envolve mais de duas dezenas de músicos, cantores e maestros estrangeiros e brasileiros, cinco orquestras, entre elas a mundialmente famosa I Musici de Montreal, dirigida pelo Russo Yuli Turkovsky, que vem pela primeira vez ao país. Músicos clássicos e populares que já conhecemos e aplaudimos como Wagner Tiso, Mauro Senise, Gilson Peranzzetta, Cristina Braga, Martha Herr e Luiz Avellar. Entre as novidades nacionais e internacionais estão os violoncelistas Antonio Meneses, convidado de honra deste ano, Mats Lidström, sueco radicado em Londres, o jovem inglês Jamie Walton, o canadense Theo Weber, as pianistas Maria Clodes, Kristina Szutor, o Trio Solati, de Boston, o Trio de Cello-Jazz TreCorde de Nova Iorque, o Trio Slavko Osterc da Eslovênia, especialista em música contemporânea, além de nomes significativos como o soprano Edna d'Oliveira, de São Paulo, a grande violista belga/brasileira Christine Springuel e o mais importante barítono brasileiro da atualidade, Lício Bruno.
 
Para ver a lista completa dos participantes, currículos, fotos, gravações sonoras, história do festival, programação, fichas de inscrição é só acessar o site www.riocello.com
 
Fundador e diretor geral do festival

O Festival Internacional de Violoncelos foi criado em 1995 pelo violoncelista David Chew - conhecido como o mais carioca dos ingleses - em homenagem ao maestro carioca Villa-Lobos. Villa escreveu para o violoncelo muitas de suas melhores composições e o carregava para toda parte, até na viagem que fez no início do século passado de norte a sul do Brasil, tocando em circos, feiras, teatros, cinemas e até viajando de canoa pelo Amazonas. Aliás, foi a obra de Villa-Lobos que o atraiu para o Brasil.

Quando ainda tocava na Orquestra da BBC de Londres, David Chew teve acesso às partituras das Bachianas Brasileiras e do Trenzinho do Caipira. Ficou tão encantado, que chorou ao tocar as músicas e, emocionado, trocou o nome da música pelo drink, anunciando Trenzinho do Caipirinha. A platéia vibrou.
 
No Brasil desde 1981, David Chew é um dos spallas de violoncelo da Orquestra Sinfônica Brasileira, e criador de vários conjuntos musicais como o Rio Cello Ensemble, a Orquestra de Câmera Rio Strings e o Duo Folia.
 
Mas, assim que chegou ao Brasil, além do seu trabalho na orquestra, trocava aulas de violoncelo por aulas de percussão, peixes e frutas exóticas. Situação bem típica desse inglês-carioca, cuja personalidade pode ser comparada às qualidades do instrumento que toca: o violoncelo. Ele é emotivo, humano e afetuoso, às vezes majestoso, mas, acima de tudo, toca com calor todos os que gostam de música. Mas, o que balança mesmo o coração de David Chew são as crianças, principalmente as pobres: "A música pode dar esperança a ricos e pobres igualmente, e isso tem o efeito de unir as pessoas. Ironicamente, neste país de extremos, foram as crianças mais pobres que me ensinaram a sorrir mais", revela.
 
E, as crianças e os jovens como sempre não vão faltar. O Festival, que já levou as baterias-mirins da Mangueira e da Mocidade ao Copacabana Palace, este ano vai mais uma vez levar um concerto/workshop a quadra da Beija-Flor de Nilópolis com artistas estrangeiros e a bateria-mirim da própria escola, estendendo esta experiência para Queimados e Caxias (Teatro Procópio Ferreira). A presença da juventude também está garantida em outros concertos, com a Orquestra de Cordas de Volta Redonda e a Orquestra de Cordas da Grota de Surucucu, de uma comunidade carente de Niterói.
 
Diversidade musical
 
Todos os anos, várias composições novas envolvendo o violoncelo são criadas por compositores, participantes ou não, sob encomenda do festival. Dezenas de alunos fazem master classes com professores estrangeiros. Alguns deles já ganharam bolsas de estudo no exterior como os talentosos Joás dos Santos e Diego Carneiro, de Belém do Pará, que estão estudando em Londres, no Trinity College.
 
A partir desses encontros no Rio, novos festivais de violoncelo têm surgido por todo o Brasil, como o da Amazônia, o de Tatuí/SP e o de Porto Alegre. E, os patrocinadores também vão chegando.
 
Mozart 250 anos
 
Uma verdadeira maratona de 16 concertos aguarda o público na primeira semana. Nos palcos da Sala Cecília Meireles, Justiça Federal, Espaço SESC, Art SESC e Igreja da Candelária um leque de músicos e a Orquestra de Câmera I Musici de Montreal vão apresentar Concertos para Piano, Violino, Harpa, Flauta, além de Sinfonias e a Integral das Sonatas para piano e violino e piano de Mozart. Uma justa e especialíssima homenagem do RICE ao gênio de Salzburgo, amado por todos nós.

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