Gabrielli apresenta o novo Plano de Negócio da Petrobras em Salvador

Publicado em: 31/07/2006 00:00:00

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O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, apresentou, na sexta-feira, 28, na Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), em Salvador, a investidores, empresários e analistas do mercado local, o Plano de Negócios da Empresa para o período de 2007 a 2011.

 

Pela previsão, a Petrobras investirá US$ 87,1 bilhões numa média anual de US$ 17,4 bilhões, a maior parte no Brasil, com vistas a garantir a sustentabilidade da auto-suficiência, o avanço na área de gás natural e a ampliação de sua participação na petroquímica e nos biocombustíveis.

 

O Estado da Bahia será contemplado com US$ 4,8 bilhão, aplicados, principalmente, no desenvolvimento da produção de petróleo e gás e nas obras do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene). Antes da apresentação do Plano de Negócio, Gabrielli visitou o canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Margogipe, onde assistiu ao içamento do módulo da Plataforma de Rebombeio Autônomo (PRA), uma operação pioneira na engenharia brasileira, que vai permitir a construção de dois módulos simultaneamente, reduzindo o prazo de construção.  

 

Investimentos na Bahia

 

"Nós iremos investir, na Bahia, US$ 4,776 bilhões. Não é um investimento pequeno. Não tem ninguém investindo esse valor no Estado, no período de 2007 a 2011. Temos um conjunto de investimentos bastante grande. São quase US$ 5 bilhões. Não há como dizer que nós não investimos na Bahia".

 

Exploração e Produção

 

"Do total, US$ 2,1 bilhões são para o desenvolvimento da produção de petróleo e gás para concessões em terra e mar. Isso significa novos campos exploratórios no sul da Bahia, novas explorações na Bacia do Recôncavo, Tucano e Jatobá. Valor que, também, será aplicado no desenvolvimento do campo de Manati, que vai começar a produzir seis milhões de metros cúbicos de gás, agora, no final do ano".

 

Gás Natural

 

"Nós vamos investir US$1,164 bilhão no Gasene, na Bahia, para construção de um gasoduto de 940km dentro do Estado, saindo de Cacimbas, no Espírito Santo, até Catu, na Bahia. O Gasene vai integrar a rede nordeste à rede sudeste de gasodutos brasileiros, passando por quase todas as cidades litorâneas do extremo sul baiano até ao litoral norte. Está previsto, também, um investimento grande no norte da Bahia, no Gaseb, além de várias estações de compressão e estações de entrega. Um conjunto de investimentos no norte e sul da Bahia na área de gasodutos".

 

Refino

 

"Na área de refino na Bahia, temos previsto o investimento de US$ 1,1 bilhão. Valor que visa ampliar a capacidade de conversão da Refinaria Ladulpho Alves (RLAM), ou seja, aumentar a capacidade de processar petróleo pesado. Além disso, vamos melhorar a qualidade dos derivados, diminuindo a quantidade de enxofre que produzem. A RLAM tem, hoje, a capacidade de produção de 323 mil barris por dia, a segunda maior refinaria brasileira. Nós estamos investindo fortemente no aumento da capacidade da refinaria de processar petróleo pesado e produto de qualidade".

 

Pesquisa

 

"Temos investido fortemente na pesquisa. Várias universidades baianas estão envolvidas em redes de pesquisa. A Bahia tem, em funcionamento, a Universidade Petrobras, que treina um grande número de pessoas da Petrobras".

 

Planta de Biodisel

 

"Vamos construir três plantas de biodisel até 2007, em Candeias, na Bahia; Quixadá, no Ceará e em Minas Gerais. A previsão é que elas entrem em operação no final de 2007, com volume estimado de produção de 40 mil metros cúbicos por ano. Está previsto, ainda, o investimento na FAFEN, em termo de confiabilidade do ácido nítrico e na área de distribuição".

 

Planta de PTA (Ácido Teraftálico Purificado, matéria-prima para produção de poliéster)

 

"Nossa visão é que o mercado brasileiro de PTA, hoje, inclusive todos os derivados, tanto têxteis quanto na área de PET e plástico, tem espaço para duas fábricas de PTA. Nós estamos iniciando uma fábrica com um grupo de italianos em Pernambuco e estamos em processo de negociação com a Braskem para construção de outra planta de PTA no pólo de Camaçari".

 

São Roque de Paraguaçu

 

"O içamento do módulo da PRA1 se concretizou. Uma operação pioneira na engenharia brasileira. Isso vai permitir uma redução de, aproximadamente, um ano e meio no prazo de construção dos módulos para plataformas, possibilitando a construção de dois módulos simultaneamente. Isso é uma inovação tecnológica".

"São Roque é um canteiro de obras da Petrobrás  e nós oferecemos apoio para que o setor privado e fornecedores se instalem e operem".

 

Competitividade empresarial

 

"Há um aquecimento bastante grande no mercado, hoje. O mercado de fornecedores da indústria de petróleo está a pleno vapor no mundo inteiro, não é só no Brasil. No Brasil, de forma especial, mas no mundo inteiro temos um aquecimento muito grande e nossos empresários e nossas empresas vão ter que acelerar os processos de ajuste de competitividade e se prepararem para enfrentar um novo desafio".

 

Retorno ao setor Petroquímico

 

"Existem três razões para o retorno da Petrobras à Petroquímica. Primeiro: ao contrário da Petroquímica, nós otimizamos as correntes produzidas nas nossas refinarias, integrando mais a cadeia produtiva. Segundo: a Petrobras vinha participando de vários empreendimentos na petroquímica de forma minoritária, praticamente sem papel ativo. A Petrobras não pode ser um sócio financeiro passivo na área petroquímica. Nós queríamos, portanto, uma ação ativa. E, por fim, com os nossos investimentos poderíamos ter um aumento de capacidade na área petroquímica e ao mesmo tempo viabilizar não apenas o uso de correntes de refinaria".

 

Complexo petroquímico do Rio de Janeiro

 

"O que nós vamos fazer no Rio de Janeiro é criar uma petroquímica baseada no petróleo pesado. A matéria prima principal será o petróleo Marlim, petróleo pesado, que nós temos em abundância. Não será como a petroquímica mundial, que é baseada na nafta ou no gás natural. Nós estamos criando um planta de petroquímica que vai utilizar cerca de 150 mil barris dia de petróleo pesado e vai produzir, principalmente, propeno, eteno e produtos petroquímicos básicos".

 

Investimento em Gás Natural

 

"Nós temos uma política para o gás natural que é de garantir um crescimento extraordinariamente elevado no mercado brasileiro. A expectativa é que o mercado brasileiro cresça em média 17% ao ano, a partir de 2007, que é um crescimento enorme. Hoje, ela está crescendo mais do que isso. A demanda vai chegar, em 2011, a algo em torno de 121 milhões de metros cúbicos por dia. Desse total, 71 milhões serão produzidos pela Petrobras. Hoje, a demanda brasileira é de, aproximadamente, 40 milhões de metros cúbicos por dia."

 

Demanda flexível

 

"Dos 121 milhões de metros cúbicos, 48,4 milhões é demanda de termelétrica. A termelétrica só demanda gás quando despacha e ela só despacha quando não tem água. Portanto, não é uma demanda fixa. Mas, nós temos que ter o gás, porque se despachar nós temos que entregar o gás. Temos que construir flexibilidade na oferta. Para tanto, vamos construir duas unidades de regaseificação, que vai viabilizar trazer de fora do país até 20 milhões de metros cúbicos de GNL (Gás Natural Liquefeito). O GNL é o gás que com o processo de liquefação ele é esfriado até menos 162 graus centígrados. Ele reduz 600 vezes o volume e é transportado por navio. Assim, vamos construir duas unidades para que possamos utilizar até 20 milhões de metros cúbicos dia".

 

Aumento da produção brasileira

 

"Vamos ampliar muito a produção brasileira, particularmente, a produção brasileira de gás não-associado. Até hoje, a maior parte da produção brasileira de gás é associada ao petróleo. Nós vamos ter 11 campos de gás não-associado até 2011. Isso vai fazer com que a gestão da oferta se altere".

 

Relação com a Bolívia

 

"Nós temos um contrato com a Bolívia, onde somos obrigados a pagar 24 milhões de metros cúbicos de gás por dia, até 2019, e podemos trazer até 30 milhões. Vamos crescer a demanda de 17% de gás no Brasil, sem pensar em adquirir mais gás da Bolívia".


Nacionalização da Refinaria Boliviana

 

"A constituição boliviana prevê nacionalizar sem ter indenização justa e prévia. Essa mudança na legislação da Bolívia aconteceu, em maio de 2005, antes do presidente Morales. Nós estamos discutindo com eles o que significa isso. Estamos discutindo, também, no âmbito do contrato de fornecimento de gás possibilidades de rever as formas do preço".

 

Investimento na Bolívia

 

"Os investimentos que fizemos na Bolívia não foram perdidos. Tivemos, temos tido e esperamos continuar tendo retorno dos investimentos, porém com a mudança institucional, suspendemos os novos investimentos".

 

Gasoduto Brasil-Bolívia

 

"No Brasil, iniciou-se um processo de concurso aberto para expansão do gasoduto Bolívia-Brasil. Nós tínhamos proposto, inicialmente, uma expansão de 15 milhões de metros cúbicos de capacidade de transporte no Brasil e retiramos essa proposta. Mas, foi no Brasil, não foi na Bolívia".     

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