Projeto Rede Cata-Bahia torna-se referência em educação ambiental

Publicado em: 28/07/2006 00:00:00

O projeto Rede Cata-Bahia foi selecionado pelo concurso nacional do Ministério das Cidades/Secretaria de Saneamento Ambiental como uma experiência de êxito em educação ambiental e mobilização para o saneamento. O objetivo do concurso é identificar metodologias e estratégias bem sucedidas que podem tornar-se referência para a política pública brasileira na área do saneamento básico.
 
O projeto, que será divulgado para publicação, integrará um banco nacional de experiências em educação ambiental consideradas como referência pelo Ministério das Cidades. Será, ainda, divulgado no sitio do Ministério, além de ser apresentado em seminário nacional sobre o tema, promovido pelo Ministério das Cidades.
 
A experiência também foi reconhecida pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária - ABES que, em maio deste ano, lhe conferiu o Prêmio Excelência na Gestão dos Resíduos Sólidos. O Cata-Bahia foi um dos 20 projetos selecionados - entre mais de 300 inscritos - para o Prêmio Empreendedor Social Ashoka - McKinsey. Trata-se de um concurso que capacita e apóia organizações da sociedade civil a planejar e implementar profissionalmente suas idéias, aliando sustentabilidade, geração de recursos e impacto social. Além disso, o Prêmio visa estimular a mobilização de recursos locais por parte das organizações da sociedade civil (OSCs) e contribuir para a ampliação de sua base cidadã. O Prêmio ocorre em seis países da América Latina.
 
Rede Cata-Bahia
 
A Rede Cata-Bahia é um projeto que visa organizar e fortalecer cooperativas de catadores de material reciclável nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Jequié, Itapetinga, Itororó, Lauro de Freitas, Alagoinhas, Mata de São João e Entre Rios. Trata-se de uma rede solidária de coleta de materiais recicláveis com capacidade para vender em grande escala, através da criação de um Balcão Único de Comercialização, gerando 400 novos postos de trabalho em um ano e proporcionando a cada cooperado um rendimento acima de dois salários mínimos. O projeto proporciona também melhorias na qualidade do meio ambiente urbano e conseqüente aumento da vida útil dos aterros sanitários desses municípios.
 
Além dos catadores, são beneficiadas cerca de 500 mil pessoas que residem em bairros populosos dos municípios inicialmente contemplados pelo Programa. A comercialização integrada proporciona uma redução dos custos operacionais, gerando melhores preços de venda dos resíduos sólidos e aumentando, assim, a renda gerada para cada catador. As cooperativas implantadas em cada uma dessas cidades terão caminhões, um galpão, prensa, balança, esteira, containeres e demais equipamentos necessários para o pleno desenvolvimento da atividade de reciclagem de lixo.
 
Ao longo do projeto, são realizadas campanhas de educação ambiental que orientam as comunidades a desenvolver a coleta seletiva, visando à melhoria da qualidade do meio ambiente urbano e o aumento da vida útil dos aterros sanitários. No Nordeste, centenas de milhares de homens e mulheres retiram do lixo o sustento diário.  Elevadas taxas, estimadas em R$ 3 milhões/dia, são gastas com a coleta e destinação do lixo, principalmente em cidades de médio e grande porte.
 
Desenvolvimento com cidadania
 
O projeto Rede Cata-Bahia integra o programa Petrobras Fome Zero, que visa o desenvolvimento com cidadania. Uma das preocupações do programa é com o resgate da dignidade do indivíduo, o exercício da cidadania e o reconhecimento dos direitos das pessoas vítimas de preconceito e discriminação.
 
Através do projeto, os catadores têm a oportunidade de obter e regularizar a documentação (certidão de nascimento, identidade, CPF, etc.), além de serem incluídos no Mova-Brasil, projeto de alfabetização de jovens e adultos que também integra o Programa Petrobras Fome Zero. Executado pelo Centro de Estudos Sócio-ambientais Pangea, o projeto de formação dessa rede de cooperativas permitirá que sejam compartilhadas diversas infra-estruturas, em especial os caminhões do projeto, que poderão ser utilizados por mais de uma cooperativa. A realização do trabalho em etapas, como a da coleta e, em seguida, a comercialização, significa a otimização do processo produtivo, com redução dos custos operacionais, melhores preços e maior renda gerada.

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