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Fundação Bienal do Mercosul fará mostra itinerante sobre o trabalho gráfico de Amilcar de Castro

Publicado em: 02/05/2006 00:00:00

A Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul está promovendo a itinerância do trabalho gráfico de Amilcar de Castro apresentado no Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, durante a 5ª Bienal do Mercosul, realizada de 30 de setembro a 4 de dezembro de 2005, em Porto Alegre/RS. A mostra, intitulada Amilcar de Castro programador visual e ilustrador de publicações, esteve em Belo Horizonte e estará em Curitiba e São Paulo, respectivamente. A curadoria é de José Francisco Alves, curador das mostras de Amilcar de Castro na 5ª Bienal do Mercosul. 

 

A capital mineira foi a primeira cidade a receber a mostra, de 27 de março a 30 de abril, na reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De 6 a 28 de maio é a vez de Curitiba receber a exposição, no Museu Oscar Niemeyer. Após, a mostra segue para São Paulo, com visitação de 8 de junho a 13 de agosto, no Centro Universitário Maria Antônia.

 

Segundo o curador da exposição e das mostras de Amilcar de Castro na 5ª Bienal do Mercosul, José Francisco Alves, "a exposição busca exemplificar as sucessivas atuações de Amilcar de Castro na programação visual, com originais e fac-símiles dos trabalhos mais conhecidos, realizados pelo artista em todo o seu período na diagramação e ilustração de publicações, entre 1956 e 2002". O visitante pode ver edições da revista Manchete, seu primeiro trabalho na área, e reproduções das etapas das reformas do Jornal do Brasil (1957-1961) e do Minas Gerais (1967-68). A mostra também apresenta fac-símiles, exemplares de jornais e originais (desenhos) de logotipo e ilustrações do último projeto de programação visual do artista, a reforma do Jornal de Resenhas, entre 1999 e 2002.

 

No segmento dos livros, o curador adianta que pode ser conferido o trabalho de Amilcar de Castro como capista. "Entre outras peças, constam os originais (acrílicas sobre telas) da célebre série dos livros de Kafka (1997-1999)", comenta. Originais e fac-símiles de outras peças gráficas criadas por Amilcar, tais como logotipos, cartazes e impressos, assim como o cartaz de sua primeira exposição individual com esculturas no Brasil (1983), também podem ser encontrados na exposição.

 

Acompanha a exposição o livro Amilcar de Castro - uma Retrospectiva (Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, 2005, 270 p.), de autoria do curador das mostras de Amilcar de Castro na 5ª Bienal do Mercosul, José Francisco Alves. O livro, no qual um dos capítulos aborda e ilustra a produção do artista nas artes gráficas, estará à disposição para compra durante a exposição.

 

Falecido em 2002, o mineiro Amilcar de Castro é considerado um dos maiores escultores brasileiros da segunda metade do século XX. Foi um dos expoentes do movimento neoconcreto - que reorientou o construtivismo no Brasil. A atividade de Amilcar de Castro nas artes gráficas, apesar de considerada periférica em relação à sua produção em escultura, desenho, pintura e gravura, deve ser entendida como integrante do projeto construtivo desenvolvido pelo artista, com notável coerência, ao longo de mais de cinqüenta anos.

 

A atividade de muitos artistas que atuaram na Bauhaus, no Construtivismo Russo e na Arte Concreta enveredou para a arte industrial da comunicação de massas - as artes gráficas, com alto grau de experimentalismo, influenciando consideravelmente o campo da programação visual. No Brasil, Amilcar de Castro, igualmente influenciado por esta tradição, atuou nesse sentido em escala bastante significativa, em jornais e revistas de grande circulação. Ainda na década de 50, implementou um projeto que se tornou canônico: a reforma gráfica do Jornal do Brasil - permitindo-lhe experimentar num espaço de trabalho muito diferente dos circuitos restritos e/ou marginais de seus contrapartes europeus.

 

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