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Animal em extinção reproduz depois de solto pelo Projeto Peixe-Boi

Publicado em: 27/04/2006 00:00:00

FOTO LUCIANO CANDISANI

Segundo o biólogo membro da equipe de monitoramento dos peixes-bois reintroduzidos em Alagoas, Flávio Lins, foi identificado que a fêmea estava prenhe, a partir dos mergulhos realizados pela equipe para acompanhamento dos animais. "Num desses mergulhos, notamos um comportamento diferenciado de Lua. Ela se afastava com a nossa presença, uma reação de proteção ao filhote. Após uma análise feita nas mamas e na abertura genital, identificamos que o peixe-boi estava esperando um filhote", conta o biólogo.

 

Esta já é a segunda vez, após sua reintrodução, que Lua fica prenhe. O seu primeiro filhote nasceu em 2003, no estuário do Rio Maracaípe, em Pernambuco, porém morreu por afogamento aos dez dias de vida.

 

Há mais de dez anos, Lua tem se estabelecido entre os municípios de Porto de Pedras e Tabatinga, litoral norte de Alagoas. Ela escolheu o local como sua área de permanência devido a baixa circulação de embarcações, a vasta disponibilidade de alimentos e por estar situada numa de encontro entre o Rio Manguaba e o mar.

 

"É um local com grande quantidade de capim agulha, alimento preferido do peixe-boi e com todas as condições necessárias para a sobrevivência do animal",afirma a presidente da Fundação Mamíferos Aquáticos, Denise de Freitas Castro. A Fundação é co-gestora do Projeto Peixe-Boi junto com o Centro Mamíferos Aquáticos (CMA)/Ibama. O Projeto Peixe-Boi tem o patrocínio da Petrobras desde 1997.

 

Tal notícia tem um significado extremamente importante para a estratégia conservacionista de um dos mamíferos aquáticos mais ameaçados do Brasil.

 

"A prenhez de uma fêmea reintroduzida é um sinal de que o objetivo de repovoar uma área de ocorrência histórica de peixe-boi marinho não é mero sonho. O caminho é longo, a luta é difícil, mas resta esperança", explica Régis Pinto de Lima, chefe do CMA/Ibama e coordenador nacional do Projeto Peixe-Boi.

 

Pesquisadores estimam que restam cerca de 500 animais em cinco mil quilômetros de costa, entre Alagoas e Amapá. Esse reduzido número classifica a espécie como criticamente ameaçado de extinção, o que significa que esses animais podem sumir do litoral brasileiro num futuro muito próximo.

 

Primeira soltura

 

Lua e Astro foram os primeiros peixes-bois reintroduzidos em ambiente natural no Brasil. A soltura ocorreu em 1994. Os dois encalharam em 1991, em pontos diferentes do litoral do Ceará, e foram removidos para a Ilha de Itamaracá, onde funciona o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres do CMA/Ibama, onde permaneceram até serem devolvidos à natureza.

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