Petrobras . Agência Petrobras

A escalada da produção

Publicado em: 24/04/2006 00:00:00

FOTO GERALDO FALCÃO / AGÊNCIA PETROBRAS

A auto-suficiência na produção de petróleo talvez parecesse uma meta inatingível quando a Petrobras iniciou suas atividades, em 1953. Afinal, o Brasil produzia apenas 2.700 barris diários de petróleo, concentrados em alguns poucos campos do Recôncavo Baiano. Em seu primeiro ano de funcionamento, a companhia duplicou esses números: chegou aos 5.482 barris/dia em 1955, mas ainda guardando muita distância do consumo de 190 mil barris diários.

 

Os anos 60 começaram com o Brasil produzindo a média de 80 mil barris por dia de petróleo leve e, já em novembro de 1962, foi registrado um grande marco: pela primeira vez, a produção superou os 100 mil barris/dia, contabilizando a média de 103.061 b/d durante o mês de dezembro - resultado das 11 descobertas naquele ano na Bahia, ainda o único estado produtor. Sergipe passou, um ano depois, a fazer parte das estatísticas, enquanto a década terminou com uma notícia auspiciosa: o início da produção no mar, no campo de Guaricema, em Sergipe, em 1969.

 

Mesmo atingindo os primeiros 100 mil barris/dia em 1962, a produção brasileira de petróleo só conseguiu exibir essa cifra como média anual em 1966, quando foram produzidos 116.172 barris/dia.  A casa dos 100 mil foi uma barreira árdua de ultrapassar. Durante 15 anos, a produção média anual ficou restrita à primeira centena de milhar. Foi um desempenho atribuído, principalmente, ao declínio da contribuição dos poços do Recôncavo Baiano, que não pôde ser compensado pelas novas áreas que estrearam na produção na década de 70: Espírito Santo, em 1973, Rio Grande do Norte, em 1976, e Rio de Janeiro, em 1977.

 

A 8 de junho de 1980, foi rompida, enfim, a barreira dos 200 mil barris/dia, com a entrada em produção do campo de Lagoa Parda, no Espírito Santo. A Bacia de Campos passou a ter importância a cada dia maior, tornando-se palco de freqüentes conquistas. Em 23 de dezembro de 1982, sucessivas descobertas e a instalação de vários sistemas de produção antecipada na Bacia de Campos permitiram vencer o patamar dos 300 mil barris diários.

 

Em menos de um ano, foram superados os 400 mil barris. O novo recorde ocorreu no dia 23 de novembro de 1983, quando a produção somou 403 mil barris de petróleo. Logo se chegaria aos 500 mil barris/dia. No dia 28 de junho de 1984, com um ano e meio de antecedência em relação à meta prefixada, a Petrobras extraiu 500.654 barris de petróleo, triplicando a produção brasileira em apenas seis anos. Mais uma vez, as grandes vedetes foram os sistemas de produção antecipada, que permitiram reduzir de cinco para um ano e, em certos casos, até para alguns meses, o período entre a descoberta de uma jazida e sua entrada em produção. Havia, nessa ocasião, 11 Sistemas de Produção Antecipada operando na Bacia de Campos que, respondendo por 55% da produção brasileira, já se mostrava a principal responsável por sua escalada constante.

 

Em 1989, a média anual da produção ultrapassou os 600 mil barris diários, nível que se manteve até 1994 - embora, em 1991, se tenha alcançado o recorde de 707 mil barris diários de petróleo. Desde então, a cada ano novos marcos foram estabelecidos: média de 716 mil barris/dia em 1995, elevada para 809 mil b/d em 1996. E assim a produção brasileira chegou ao seu primeiro milhão, no dia 17 de dezembro de 1997, graças, mais uma vez, aos sistemas de produção instalados na Bacia de Campos, que respondia por cerca de 70% da produção total. Mas o milhão como média anual só aconteceria em 1998.

 

A permanente expansão da produção brasileira, a partir de então, deve-se aos projetos de produção dos campos gigantes situados na Bacia de Campos, como Marlim, Albacora, Roncador e outros. Com as novas plataformas, que iniciaram produção a partir de 2003, esses projetos estão permitindo à Petrobras, em apenas dois anos, aumentar a sua produção em 400 mil barris/dia, passando de 1,49 milhão em 2004 para 1,91 milhão em 2006.

 

Produção nacional de petróleo, condensado e líquido de gás natural (em barris/dia)

Ano

Total

Bacia de Campos

 

 

Quantidade

Quantidade

% do Total

1954

2.662,9

-

-

1955

5.482,0

-

-

1956

10.920,8

-

-

1957

27.298,3

-

-

1958

51.132,5

-

-

1959

63.960,7

-

-

1960

80.260,8

-

-

1961

94.902,6

-

-

1962

90.910,7

-

-

1963

97.745,7

-

-

1964

90.944,0

-

-

1965

93.988,2

-

-

1966

116.172,9

-

-

1967

146.140,5

-

-

1968

160.230,8

-

-

1969

172.198,8

-

-

1970

164.088,0

-

-

1971

170.206,2

-

-

1972

166.474,6

-

-

1973

170.052,9

-

-

1974

177.051,3

-

-

1975

171.485,0

-

-

1976

166.201,2

-

-

1977

159.564,1

2.792,0

1,7

1978

160.184,9

8.504,0

5,3

1979

165.401,2

16.021,0

9,7

1980

181.025,8

28.575,0

15,8

1981

213.087,1

53.935,0

25,3

1982

259.351,1

92.557,0

35,7

1983

328.931,2

145.441,0

44,2

1984

467.515,9

251.651,0

53,8

1985

556.776,8

337.171,0

60,6

1986

589.425,2

354.908,0

60,2

1987

588.368,3

351.838,0

59,8

1988

577.099,8

331.046,0

57,4

1989

616.843,9

356.370,0

57,8

1990

653.627,6

405.568,0

62,0

1991

646.729,5

411.804,0

63,7

1992

653.100,5

407.030,0

62,3

1993

668.291,1

426.108,0

63,8

1994

692.832,2

448.924,0

64,8

1995

716.160,5

474.501,0

66,3

1996

809.051,6

545.624,0

67,4

1997

869.308,1

607.626,0

69,9

1998

1.004.280,4

728.586,0

72,5

1999

1.131.835,8

857.580,0

75,8

2000

1.270.493,5

992.148,0

78,1

2001

1.335.794,1

1.052.524,0

78,8

2002

1.500.053,6

1.217.499,8

81,2

2003

1.540.121,5

1.252.373,4

81,3

2004

1.492.630,0

1.203.757,5

80,6

2005

1.684.100,0

1.404.700,0

83,4

2006

1.751.400,0

1.473.100,0,

84,1

2006 - até março

Metas de produção até 2010 (em mil barris/dia)

2006

 1.910

2007

2.000

2008

2.100

2009

2.200

2010

2.300

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