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Gabrielli comemora conquista e fala sobre os próximos passos da Companhia

Publicado em: 21/04/2006 00:00:00

 

Mérito

A auto-suficiência no abastecimento de petróleo está sendo atingida durante este ano de 2006. É natural que esse feito desperte muitos sentimentos, pelo que revela à sociedade brasileira sobre sua própria capacidade de realização. Naturalmente que, nesse momento vitorioso, muitos são os que reivindicam para si o mérito desse feito. Muitos foram os que, ao longo de 53 anos, contribuíram decisivamente para que esse momento se materializasse, especialmente o corpo técnico da Petrobras, cujo empenho e competência foram fundamentais para chegarmos até aqui. Mas é preciso reconhecer a importância da orientação que se dá à companhia. A auto-suficiência é uma construção coletiva, resultado de ações que refletem visão estratégica e capacidade de realização. Essas qualidades estão presentes desde o primeiro momento da atual gestão da Petrobras, sem o quê a auto-suficiência possivelmente não seria alcançada este ano. A atual administração está consciente de que as decisões adotadas nos últimos três anos levaram a empresa a crescer mais rapidamente, preparando-a para os desafios de longo prazo.

Conceito

O conceito de auto-suficiência que estamos adotando deve ser entendido como a disponibilidade de petróleo produzido nos campos nacionais, em volume igual ou superior ao que pode ser processado nas refinarias do país, de forma a atender à demanda do mercado brasileiro. Considerando que a demanda está em torno de 1,8 milhão de barris por dia, que a capacidade de refino da Petrobras no país é também de cerca de 1,8 milhão de barris/dia e que nossa produção média de petróleo em 2006 deverá ser de 1,9 milhão de barris/dia, podemos dizer com absoluta firmeza que estamos no ano da auto-suficiência brasileira em petróleo.

Significado

O maior trunfo do Brasil é chegar à auto-suficiência na produção de petróleo em um momento de escassez, com uma diferença muito tênue entre a produção e a demanda mundial, provocando a elevada volatilidade do mercado. O maior significado é exatamente a segurança do abastecimento interno, diante das condições atuais e futuras do mercado internacional, com indicadores de crescimento rápido do consumo de economias emergentes sem a correspondente resposta de novas descobertas significativas no mundo. No Brasil, ao contrário, estamos realizando descobertas suficientes para repor o que está sendo produzido anualmente e ainda aumentar as reservas, como vem ocorrendo nos últimos anos.

Benefícios

O consumidor se beneficiará, em primeiro lugar, porque se trata de auto-suficiência energética, e energia é um elemento básico para o conjunto das atividades econômicas. A auto-suficiência vai resguardar o consumidor brasileiro nos momentos de elevada volatilidade dos preços internacionais, uma vez que as flutuações do mercado poderão ser administradas com menor pressão, em um cenário de produção interna superior à demanda. Essa situação interna confortável de equilíbrio no setor energético é privilégio de poucos países industrializados do mundo que, na sua maioria, têm grande dependência do petróleo. A Petrobras terá mais tranqüilidade para analisar os vetores externos que influenciam os preços, sem deixar de observar o mercado internacional. Deve-se considerar, ainda, o fator segurança do abastecimento desta que é a mais estratégica das commodities hoje negociadas no mundo.

Preços dos derivados

Não se pode descolar o país do mundo. Os derivados continuarão com preços que vão flutuar e afetar o mercado interno, mas o impacto será menor. Com a auto-suficiência, haverá mais capacidade de administrar o amortecimento dos impactos internacionais.

O que nos leva à auto-suficiência

A Petrobras é uma das empresas que têm a maior taxa de crescimento de produção do mundo. Isso é resultado de investimentos realizados no passado, da escolha de concentrar investimentos na área de exploração e produção, do amadurecimento do conhecimento tecnológico na produção de petróleo em águas profundas, do sucesso exploratório das nossas equipes, que se acentuou nos últimos anos, e que permite à empresa, portanto, apresentar um excelente portfólio de projetos comparativamente a outras empresas de petróleo, caracterizando a Petrobras como empresa de grande capacidade de crescimento.

Sustentabilidade

A auto-suficiência será completamente sustentável, porque estamos aumentando intensamente nossa capacidade de conversão, ou seja, de utilizar petróleo pesado para produzir derivados leves. Planejamos construir uma refinaria que vai entrar em operação em 2011, em Pernambuco, para processar petróleo pesado. Planejamos fazer uma unidade petroquímica básica no Rio de Janeiro que entrará em operação em 2011, que vai processar petróleo pesado. Temos uma participação de 50% numa refinaria nos Estados Unidos, que, com os investimentos que faremos, será capaz de processar mais petróleo pesado.

Importações x Exportações

A produção de petróleo no Brasil será suficiente para atender a todas as necessidades volumétricas de petróleo para ser processado nas refinarias brasileiras, de modo a atender o mercado brasileiro. Isto não significa que não iremos importar. O Brasil produz petróleo pesado e é preciso misturá-lo com petróleo leve, que será importado. Vamos aumentar a produção de petróleo leve, mas não em quantidade suficiente. Vamos importar em torno de 10% do petróleo utilizado. Ainda assim, teremos capacidade de produzir o petróleo necessário para o Brasil e exportar o excedente, pois produziremos mais que o necessário. Vamos aumentar ainda mais a exportação de petróleo pesado e derivados, hoje em torno de 500 mil barris/dia, e elevar a nossa condição de superavitários nesse mercado altamente estratégico e sensível.

Importação de diesel

Hoje, o Brasil é superavitário na produção de gasolina e deficitário na produção de diesel. Ainda importamos uma parcela pequena de diesel, dificilmente seremos capazes de produzir todo o diesel necessário para o mercado brasileiro, mesmo com a auto-suficiência. Isso exigiria um volume de investimentos muito alto na capacidade de nossas refinarias. Além disso, mais gasolina iria sobrar. Exportar gasolina é uma necessidade do sistema produtivo.

Plataformas para a Bacia de Campos

Uma de nossas primeiras providências foi usar de ousadia para resolver os impasses que cercavam a construção das plataformas P-43, P-48 e P-50, com sérios problemas e impasses negociais. Foi concluída a construção das três unidades, que representam uma capacidade de produção conjunta de 480 mil barris por dia, um quarto do volume necessário para atingirmos a auto-suficiência. Colocamos a P-43 e P-48 para produzir 300 mil barris diários. Estamos ultimando agora a entrada em operação da P-50, para dar ao Brasil mais 180 mil barris diários de petróleo e garantir a auto-suficiência.

Perspectivas da produção

Os investimentos em exploração e produção nos últimos cinco anos foram de cerca de US$ 18 bilhões. Para os próximos cinco anos, o Plano de Negócios da Petrobras prevê investimentos de US$ 28 bilhões nessas atividades, visando chegar a uma produção, no Brasil,  de 2,3 milhões de barris diários.  Somada a produção de gás natural em barris equivalentes ao óleo, a produção total da Petrobras no Brasil, em 2010, deverá ser de 2.860 mil barris/dia.

Constituímos um portfólio de exploração que garante a auto-suficiência do país não apenas em 2007 ou 2008, mas para horizonte mais longo, com excelentes perspectivas de resultados positivos na exploração. Nosso portfólio é hoje de 131 blocos exploratórios. Uma empresa de petróleo tem que pensar no longo prazo, uma vez que sua principal riqueza, além da capacidade tecnológica para superar desafios, é a disponibilidade de áreas para exploração e desenvolvimento da produção. O esforço realizado pela companhia para apropriação de reservas, realizado desde 2003, levou à concepção de uma carteira de mais de 30 projetos de desenvolvimento da produção, envolvendo cerca de 55% dos investimentos totais da companhia no Brasil até 2010, que serão de US$ 49,3 bilhões. Nunca em sua história a Petrobras contou com um portfólio tão grande de projetos, tanto em exploração e produção como em abastecimento.

Campos maduros

Tivemos outra mudança importante: a recuperação dos campos maduros. Estamos  investindo fortemente em um programa chamado Recage, que significa recuperação de campos com alto grau de exploração. Nesses campos, que estão em fase madura, ou seja, em fase declinante de produção, podemos adotar tecnologias e procedimentos que visem aumentar a recuperação, o que pode significar um acréscimo bastante grande para nossa produção futura, reduzindo a taxa de declínio. Se observarmos a produção onshore, que é predominantemente de campos maduros, nós mantivemos nos últimos seis, sete anos a produção em torno de 250 mil barris/dia, quando ela deveria declinar 7 a 10 % por ano. Isso foi essencialmente por recuperação desses campos.

Investimentos

Para 2006, estamos prevendo investimentos ainda maiores que em 2005. Se no ano passado nós investimos R$ 25,7 bilhões, estamos prevendo investir este ano mais de R$ 38 bilhões. Esses investimentos serão alocados fortemente no desenvolvimento da produção imediata, na viabilização do crescimento da produção futura e na consolidação da auto-suficiência.

Gargalo do refino

O gargalo que já existiu no setor de refino está sendo aberto com as ampliações e modernizações já conduzidas ou em curso nas nossas 11 unidades de processamento de petróleo no Brasil. Com isso, estamos aumentando o volume de processamento de petróleo nacional pesado, elevando a produção e a qualidade dos combustíveis. De 2006 a 2010, vamos investir US$ 8 bilhões para aumentar o percentual de participação do petróleo nacional no volume processado nas refinarias dos atuais 78% para 91%, elevar a capacidade de refino para quase dois milhões de barris diários e melhorar ainda mais a qualidade dos combustíveis para atender às exigências ambientais.

Participação do álcool

A retomada do álcool carburante, na mistura à gasolina ou como combustível exclusivo, vem colaborando para que o crescimento da demanda de gasolina seja menor. O mesmo aconteceu com o crescimento do consumo de gás natural veicular. Ocorre que essas duas alternativas substituíram apenas parte do consumo de gasolina, diesel e óleo combustível. As refinarias da Petrobras não reduziram o processamento de petróleo em função desses novos combustíveis. Pelo contrário, em 2005 registraram recorde na carga processada. As necessidades de derivados continuaram subindo. Portanto, a auto-suficiência é resultante do aumento da produção de petróleo da Petrobras e será sustentável em função dos robustos investimentos de nosso Planejamento Estratégico, que envolvem US$ 56,4 bilhões, até 2010.

Produção de gás natural

Estamos também voltados para o aumento da oferta de gás natural, cujo crescimento do consumo é o maior entre os demais energéticos. Vamos investir US$ 6,5 bilhões em infra-estrutura e importação adicional de gás e US$ 8 bilhões em exploração e produção, junto com outros parceiros. A demanda de gás natural deverá chegar a 100 milhões de metros cúbicos por dia em 2010, o dobro da atual. Com nossos projetos de exploração, produção e escoamento, pretendemos atender 70% dessa demanda com gás de produção nacional, complementando com o produto importado da Bolívia.

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