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P-50, a plataforma da auto-suficiência, faz sonho tornar-se realidade

Publicado em: 21/04/2006 00:00:00

FOTO STÉFERSON FARIA

A extraordinária expansão da produção brasileira deve-se aos projetos de produção dos campos gigantes situados na Bacia de Campos, como Marlim, Albacora, Roncador e outros. Com as novas plataformas, que iniciaram produção a partir de 2003, estes projetos estão permitindo à Petrobras, em apenas dois anos, aumentar a sua produção em 400 mil barris/dia, passando de 1,5 milhão em 2004 para 1,91 milhão em 2006.

A contagem regressiva para a auto-suficiência começou há cerca de um ano, com a  entrada  em operação das plataformas P-43 e P-48, no complexo Barracuda - Caratinga, na Bacia de Campos. O funcionamento  da P-50 é a última etapa para que essa antiga aspiração se torne, finalmente,  realidade.

A P-50 é um FPSO, sigla de Floating, Production Storage Offloading , unidade que possui a característica de produzir, processar, armazenar e escoar óleo e gás. É a unidade flutuante de maior capacidade do Brasil, podendo produzir até 180 mil barris diários, o que representa 11% do volume médio produzido no País, em 2005. A P-50 também terá capacidade para comprimir seis milhões de metros cúbicos de gás natural e de estocar 1,6 milhão de barris de petróleo, e tem comprimento de 337 metros, calado (área submersa) de 21 metros e 55 metros de altura, equivalente a um prédio de 18 andares.

A unidade é o resultado da conversão do casco do navio Felipe Camarão, da frota da Petrobras, em unidade de produção do tipo FPSO. Essa conversão foi realizada em Cingapura pelo estaleiro Jurong. A contratação ocorreu em 2002, quando ainda não havia exigência de conteúdo nacional mínimo. Por isso, a participação da indústria nacional na obra foi de apenas 35%. Para os novos projetos, a exigência de participação nacional mínima é de 65%.  O custo total da P-50 foi de US$ 634 milhões.  Foram construídos no Brasil os módulos que ficam sobre o casco e a integração de todos os componentes da unidade. Essas obras geraram quatro mil empregos diretos e 12 mil indiretos no Brasil.

A P-50 está instalada no campo de Albacora Leste (Bacia de Campos), sendo parte de um projeto que tem participação de 10% da empresa espanhola Repsol. Albacora Leste está localizado a 120 quilômetros do Cabo de São Tomé (RJ), ocupando uma área de 141 quilômetros quadrados, onde a profundidade varia de 800 a 2.000 metros. 

Após a entrada em operação da plataforma P-50, a produção média anual deverá somar 1.910 mil barris por dia, superando o consumo, previsto entre 1.850 mil e 1.900 mil barris diários.  Em 2005, essa conta também foi positiva durante alguns dias, quando a produção foi maior que os cerca de 1,8 milhão de barris/dia consumidos, embora a média anual do petróleo produzido tenha ficado em 1,6 milhão de barris. Nos próximos anos, a tendência é que as curvas se distanciem cada vez mais: em 2010, a Petrobras deverá produzir 2,3 milhões barris, contra um consumo de 2 milhões de barris diários.

Novos projetos

Além dos 180 mil barris diários obtidos no campo de Albacora Leste com a entrada em operação da P.50, os níveis de crescimento da produção brasileira serão mantidos com a implantação de 36 grandes projetos. Entre eles, destacam-se:

Em 2006:
● Plataforma P-34, com 60 mil barris/dia, no campo de Jubarte, na Bacia de Campos.
● Plataforma SSP-300, 20 mil barris/dia, no campo de Piranema, em Sergipe.
● Golfinho Fase Um, 100 mil barris/dia, no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo.
Em 2007:
● RJS-409 - Campo de Espadarte, 100 mil barris/dia, na Bacia de Campos.
● Golfinho Fase Dois, 100 mil barris/dia, no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo.
● Plataforma P-52, 180 mil barris/dia, no campo de Roncador, na Bacia de Campos.
● Plataforma P-54, 180 mil barris/dia, no campo de Roncador, na Bacia de Campos.
Em 2008:
● Plataforma P-51, 180 mil barris/dia, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos.
● Plataforma P-53, 180 mil barris/dia, no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos.
Em 2009:
● Campo de Frade, 100 mil barris/dia, na Bacia de Campos.
● Golfinho (EES-156), produção a ser definida, na Bacia do Espírito Santo.
Em 2010:
● Golfinho FPSO 3, em fase de definição.
● Plataforma P-57, 180 mil barris/dia, no campo de Jubarte, na Bacia de Campos.
● Plataforma P-55, 180 mil barris/dia, no campo de Roncador, na Bacia de Campos.
● Campo de Albacora, fase complementar, com produção a ser definida, na Bacia de Campos.

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